Castelo de Óbidos: 9 histórias que vão gostar de saber

Segundo a Best European Destinations, Óbidos é uma das mais bonitas vilas medievais fortificadas da Europa e com muita história para descobrir. E isto deve-se, em grande parte, ao cuidado na preservação da vila e do Castelo de Óbidos desde o tempo dos primeiros reis de Portugal. Para saber a que se deve tanto cuidado é preciso conhecer um pouco da bonita história da vila.

Bocadinhos da história do Castelo de Óbidos

Tempos Medievais

  • Óbidos é uma vila muito antiga, anterior à fundação de Portugal. Os primeiros registos datam do tempo do Paleolítico. Sabe-se que por aqui passaram vários povos: celtiberos, fenícios, visigodos, romanos e muçulmanos. No entanto, não se sabe com precisão nem a data nem o povo responsável pela fortificação da povoação. Já depois de ter conquistado Lisboa aos mouros, D. Afonso Henriques tomou o Castelo de Óbidos em 1148, com o apoio de Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador.

Obidos

  • A vila foi presente de casamento real até 1834. A primeira vez foi em 1210, quando D. Afonso II ofereceu Óbidos como prenda de casamento à sua esposa, D. Urraca. Mais tarde, em 1282, D. Dinis e D. Isabel passaram a sua lua de mel aqui e o rei incluiu a vila nos presentes de casamento para a sua esposa. A partir desta época, o Castelo de Óbidos passou a fazer parte da Casa das Rainhas, o conjunto dos bens que as rainhas recebiam quando se casavam com o rei.

 

  • Por pertencer à Casa das Rainhas, a vila foi sempre cuidada. As monarcas gostavam de passar temporadas em Óbidos e de contribuir para o seu desenvolvimento e conservação, financiando novas construções e reformas. Por essa razão, foram construídas muitas igrejas e outras estruturas importantes ao desenvolvimento da povoação. No século XVI D. Catarina de Áustria, mulher do Rei D. João III, ordenou a construção do Aqueduto da Usseira e do chafariz da Praça de Santa Maria. Estas foram obras importantes porque permitiram acesso a água dentro da vila.

Óbidos

  • Os terramotos sentidos em Portugal em 1531 e em 1755 provocaram grandes estragos em edifícios e nas muralhas do Castelo de Óbidos. Por essa razão, em ambas as épocas, obras de reconstrução e de reparação foram ordenadas, não permitindo que a vila ficasse destruída.

A Vila

Porta da Vila Óbidos
  • Ao entrarmos no Castelo de Óbidos pela Porta da Vila, deparamo-nos com o maravilhoso varandim barroco da Capela-Oratório de Nossa Senhora da Piedade. O seu painel de azulejos representa a Paixão de Cristo. Esta capela foi mandada construir por D. João IV depois da Restauração da Independência, em 1640, como agradecimento à santa padroeira.

 

  • A Praça de Santa Maria é o centro da vila. Era aqui que faziam as feiras, que a população vinha buscar a água e que se aplicava a justiça. Aqui estão a Igreja de Santa Maria, o pelourinho e o chafariz.

  • A Igreja de Santa Maria, matriz de Óbidos, foi uma mesquita árabe antes da conquista de D. Afonso Henriques e sofreu muitas reformas ao longo dos séculos. Lá dentro, merece a pena admirar o túmulo de João de Noronha com as suas estátuas renascentistas e as pinturas de Josefa de Óbidos.

 

  • O Pelourinho é a coluna de pedra que está na Rua Direita, por cima do chafariz. Antigamente, era considerado o símbolo do poder local e aqui eram expostos e punidos os criminosos.

Pelourinho Obidos

 

Artista barroca

  • Josefa d’Óbidos foi uma pintora espanhola que nasceu em Sevilha em 1630 e que veio viver para esta vila com quatro anos. O seu pai era o pintor português Baltazar Gomes Figueira. Josefa seguiu-lhe a arte e tornou-se numa famosa pintora em Portugal e na Europa. Josefa foi importante porque fez da pintura a sua profissão. No século XVII, era muito raro uma mulher desenvolver uma atividade profissional típica dos homens. A artista está sepultada na Igreja de São Pedro e algumas das suas obras estão em exposição no Museu Municipal.

Agora que já conhecem mais sobre a história do Castelo de Óbidos, que tal planear um dia para visitar a vila e o Castelo de Óbidos?

 

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